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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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Sabe aquele lacre das latinhas de alumínio que acaba indo para o seu lixo? O Pequeno Cotolengo utiliza para aquisição de cadeiras de rodas especiais. Saiba mais: (41) 3314-1900
AUTISMO - JOGO PEDAGÓGICO
Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo
O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está
disponível no site www.jogoseducacionais.com
Foto: Jogos Educacionais/Reprodução
Pais e educadores de crianças
com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um
mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização
de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a
Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e
imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. "É um jogo simples que
tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra
qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela
seleciona", explica o criador Rafael Cunha.
Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de
objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no
aprendizado das palavras escritas.
O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de
mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o
programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa,
foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de
usuários.
A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de
Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que
tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por
computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a
alfabetização de crianças nessa condição.
Segundo o psicólogo especialista
na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande
importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de
mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde
que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas
ferramentas são muito úteis.
A professora do Departamento de Psicologia da PUC-RJ Carolina Lampreia
auxiliou Cunha a entender as necessidades da criança com autismo. Ela
realça que o método utilizado pelo jogo é interessante, pois trabalha de
modo lúdico com o intuito de motivar a criança. Assim, ela se sente
estimulada a seguir realizando as tarefas solicitadas. "O modelo que ele
utilizou é muito interessante, chama-se escolha segundo a amostra. Você
tem uma amostra e duas opções. Se escolhe a certa, a criança é
recompensada de alguma forma, toca uma música ou o bonequinho se mexe",
explica.
Outra vantagem apontada pelo
psicólogo é que a maior parte desses programas de computador é
desenvolvida em outros países, o que torna o uso por crianças
brasileiras mais difícil. Faggiani elogia a iniciativa: "É bom que um
brasileiro esteja fazendo isso em português. Sou completamente a favor
do uso", diz.
O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com, compatível com qualquer navegador de internet, tanto em dispositivos móveis quanto em computadores.
sábado, 8 de setembro de 2012
AUTISMO
AUTISMO - TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO (T.I.D.)
A palavra vem do grego “autos”, que significa “si mesmo” referindo-se a alguém retraído e absorto em sim mesmo.
O
autismo é o mais grave distúrbio da comunicação humana. É um
transtorno do desenvolvimento e pode ser definido pelo comprometimento
da chamada tríade, ou seja, as três áreas nobres do desenvolvimento
humano: a comunicação, a interação social e a imaginação. Normalmente
aparece durante os três primeiros anos de vida, podendo não ser
evidenciados aos pais, dependendo de sua conscientização e gravidade da
doença.
Foi definido em 943 por Leo Kanner, psiquiatra austríaco residente em
Baltimore, EUA. Mas somente em 1980, no DSM-III (Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais, 3ª ed.), foi reconhecido como uma
condição clínica distinta. Antes disso as crianças recebiam o
diagnóstico de esquizofrenia infantil. De acordo com a definição de
Kanner, ocorre em aproximadamente em 5 a cada 10.000 nascimentos.
A ocorrência é três vezes maior, se for utilizada uma definição de
autismo mais ampla, englobando também casos com níveis variados de
comportamento muito próximo ao do autista. O autismo é quatro vezes mais
comum no sexo masculino, têm sido encontrados em todo o mundo, em
famílias de todas as etnias e classes sociais .
Segundo Kaplan e Cols. (1997), o autismo pertence ao grupo dos transtornos invasivos de desenvolvimento (T.I.D.).
Esses transtornos se traduzem por um grupo de condições psiquiátricas
nas quais as habilidades sociais, o desenvolvimento da linguagem e o
repertório comportamental esperados não se desenvolvem adequadamente ou
são perdidos no início da infância e geralmente afetam várias áreas de
desenvolvimento causando disfunções persistentes.
O transtorno autista (autismo infantil) é o mais conhecido dos
transtornos invasivos do desenvolvimento, é caracterizado por
“comprometimentos persistente nas interações sociais recíprocas, desvios
na comunicação e padrões comportamentais restritos e estereotipados”.
Estatisticamente, no Brasil, devem existir de 65.000 a 195.000
autistas, baseado na proporção internacional, já que nenhum levantamento
deste tipo foi realizado.
O autismo é um problema que afeta profundamente toda a família, que a
partir de chegada de uma criança autista, precisa modificar
profundamente todos os seus hábitos de vida, bem como receber apoio
emocional para conviver com a síndrome.
Considerando ainda a falta de informação e a escassez de tratamento
especializado para este mal, o problema toma proporções maiores.
SINTOMAS
Segundo o DSM-IV, (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais, 4ª ed.), as características essenciais desse transtorno são um
desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interação
social e comunicação e um repertório marcadamente restrito de
atividades e interesses. As variações dos transtornos dependem do nível
de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
O prejuízo na interação social é amplo e persistente , havendo um
comprometimento marcante no uso de múltiplos comportamentos não verbais
(contato visual direto, expressão facial, posturas e gestos corporais),
que regulam a interação social e a comunicação.
O prejuízo na comunicação é do mesmo modo marcante e persistente ,
afetando tanto as habilidades verbais quanto as não verbais.
Os portadores do transtorno autista têm padrões restritos, repetitivos e
estereotipados de comportamentos, interesses e atividades.
Aproximadamente 60% dos autistas apresentam valores de QI abaixo de 50,
20% deles oscilam entre 50 e 70 e outros 20% tem valores acima de 70.
A maioria mostra uma variação ampla de desempenho em testes diferentes e
em ocasiões diferentes de aplicação dos testes. Muitas das crianças
autistas apresentam habilidades especiais, como quebra-cabeças, mas
manifestam grave retardo em outras áreas.
Sendo,portanto de vital importância um tratamento multidisciplinar
específico para minimizar as dificuldades estabelecidas por essa
patologia.
O
autismo não pode ser diagnosticado apenas a partir de um só sintoma, é
necessário que estejam presentes simultaneamente os sintomas principais o
que acontece, por vezes, antes dos 3 anos.
Ao
longo da vida há uma evolução dos sintomas, relacionada com as
características dos diferentes níveis etários e com as características
individuais. A pessoa com autismo é um indivíduo único e não deixa de
passar por todas as etapas da vida como qualquer outro ser humano.
O bebé com autismo pode:
-demonstrar indiferença, falta de interesse pelas pessoas e pelo ambiente, medos estranhos;
-não dar resposta ou então dá respostas diferentes das dadas pelos outros bebés;
-ter problemas de alimentação, ou de sucção;
-ter falta de interesse pela comida; rejeição ou preferência por certos alimentos;
-ter problemas de sono;
-chorar muito ou nunca chorar.
Até
aos 12 meses podem aparecer comportamentos repetitivos, restritivos ou
estereotipados (bater palmas, rodar objectos, abanar a cabeça). A criança pode ter interesses obsessivos pela luz, por um brinquedo ou objecto. Pode tardar a andar.
Até
aos 24 meses, manifesta-se a ausência ou dificuldade de comunicação
verbal e gestual. A linguagem pode tardar ou não aparecer.
A
criança pode não manifestar interesse pelas actividades de autonomia
que começam geralmente nessa idade (querer comer sozinho e vestir-se
sozinho); dá respostas inadequadas aos estímulos sensoriais: tem hipo ou
hiper sensibilidade ao frio e ao calor, à luz, à dor ou a certas
texturas. Há falta de correlação da causa efeito.
Depois dos 2 anos, a criança pode não brincar normalmente, não entrar em brincadeiras com pares ou com o grupo. A esta altura, os problemas do domínio cognitivo, especialmente de linguagem, começam a estar presentes.
A
criança com autismo usa a ecolália frequentemente. Fala, utilizando
padrões repetitivos e não usa o «sim» e o «não»; inverte os pronomes;
escolhe palavras cujo som lhe agrada e repete-as fora do contexto. Não
compreende os sentidos figurados.
O período dos 3 aos 6 anos é uma etapa muito difícil para a criança e para os pais, pois a deficiência manifesta-se claramente. Podem aparecer comportamentos agressivos, birras sem causa aparente, medos excessivos ou irracionais em situações diárias.
Dos
6 anos à adolescência alguns dos sintomas mais perturbadores de
comportamento tendem a diminuir. Mas o autismo permanece, como uma
incapacidade, para o resto da vida.
Com
educação adequada, os sintomas podem não ser tão patentes e haver uma
melhoria da qualidade de vida. Por outro lado, um ambiente inadequado ou
a falta de uma educação apropriada, podem levar a uma regressão e/ou
perda de capacidades previamente adquiridas e ainda à degradação de
comportamentos como a auto-mutilação, gritos, destruição…
Características e Sintomas comuns:
Características e Sintomas comuns:
CAUSAS
Quando o autismo foi diagnosticado pela primeira vez há quase 60 anos, os psiquiatras acreditavam que se tratava de um distúrbio psicológico, reflexo das atitudes de maus pais, ou mais especificamente, de uma mãe fria e distante. Quer dizer: como se não bastasse a dificuldade de ter um filho autista, pelo menos duas gerações de pais ainda levaram a culpa pela síndrome de seus filhos. A partir dos anos 60, essa tese perdeu credibilidade e hoje ninguém tem mais dúvidas de que o autismo é um transtorno de origem biológica e nada ou pouco tem a ver com comportamento. Ainda não se sabe bem que regiões do cérebro seriam afetadas. Autópsias revelam que as células da região límbica responsável por mediar o comportamento social são menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupção precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso . Mas isto é apenas uma hipótese. Por trás dos fatores que determinam o autismo, diversas hipóteses vêm sendo levantadas, tais como:
Quando o autismo foi diagnosticado pela primeira vez há quase 60 anos, os psiquiatras acreditavam que se tratava de um distúrbio psicológico, reflexo das atitudes de maus pais, ou mais especificamente, de uma mãe fria e distante. Quer dizer: como se não bastasse a dificuldade de ter um filho autista, pelo menos duas gerações de pais ainda levaram a culpa pela síndrome de seus filhos. A partir dos anos 60, essa tese perdeu credibilidade e hoje ninguém tem mais dúvidas de que o autismo é um transtorno de origem biológica e nada ou pouco tem a ver com comportamento. Ainda não se sabe bem que regiões do cérebro seriam afetadas. Autópsias revelam que as células da região límbica responsável por mediar o comportamento social são menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupção precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso . Mas isto é apenas uma hipótese. Por trás dos fatores que determinam o autismo, diversas hipóteses vêm sendo levantadas, tais como:
Genética: Evidências
colocam a genética como a mais provável causa do autismo. Irmãos de
autistas têm 25 vezes mais chances de sofrer da síndrome. Entre irmãos
gêmeos, essas chances são 375 vezes maiores. O mais intrigante é que
apenas 20% dos autistas são do sexo feminino.
Doenças infecciosas: Pesquisas
indicam que infecções pré-natais como rubéola, caxumba, sífilis e
herpes podem estar relacionados com as causas de autismo. Mas não se
sabe ainda qual interação de vírus e bactérias determinaria a ocorrência
da síndrome. No Brasil, a pesquisadora paulista Eneida Matarazzo está
publicando uma polêmica tese sobre o assunto. Médica do Departamento de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas em São Paulo, Eneida defende que
alguns casos de autismo têm origem numa resposta errada do sistema
imunológico a determinados tipos de vírus e bactérias. Depois de usar
medicamentos imunossupressores em crianças que apresentaram quadros de
autismo após infecções bacterianas, ela diz que conseguiu em alguns
casos reverter os sintomas.
Intoxicação química e ambiental: Na
cidade de Leomenster, em Massachusetts, Estados Unidos, foi encontrada
uma incidência maior de autismo num local onde já esteve instalada uma
fábrica de lentes para óculos de sol. O interessante é que a proporção
mais alta de casos de autismo estava nas casas situadas exatamente na
direção da fumaça trazida pelo vento das chaminés da fábrica. A hipótese
é considerada em vários estudos sobre a incidência de autismo.
PREVENÇÃO
A prevenção deve ser vista como um programa abrangente de medidas dirigidas em três níveis:
Prevenção Primária: Não
tendo tendo sido possível, até então determinar todas as causas que
levam o Autismo, a Prevenção Primária acontece no níveis das prevenções
das deficiências em geral, tais sejam: cuidados pré-natais, que envolvam
a sistematização da obrigatoriedade de imunização de doenças próprias
da infância, e aconselhamento genético.
Também devem ser considerados fundamentais os cuidados pré-natais como a
atenção ao parto, atendimento da criança nível berçário e puericultura,
para evitar e identificar procedimento quaisquer afecções que acometam
nesse período.
Prevenção Secundária: Concebe-se
uma possível identificação precoce dos primeiros sinais de atraso no
desenvolvimento da criança que sugira um possível caso de autismo, que
permita evitar a evolução para um quadro de autismo completo.
Prevenção Terciária:
Concebe-se uma intervenção bio-psico-social para a habilitação do
indivíduo autista de forma a possibilitar o resgate de suas
potencialidades e promover o seu desenvolvimento.
TRATAMENTO
Uma educação altamente estruturada, previsível e voltada para o
desenvolvimento de habilidades individuais, tem se mostrado muito
eficiente em todo mundo. Habilidades de linguagem e sociais devem ser
desenvolvidas o máximo possível.
As famílias necessitam de apoio, como todas as famílias onde um dos
membros apresente um distúrbio permanente. Deve-se tomar cuidado em
evitar conselheiros familiares não esclarecidos que, erroneamente
atribuem autismo a atitudes ou comportamentos dos pais.
A assistência clínica de profissionais especializados como médico,
fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga, pedagoga, psicopedagoga,
terapeuta ocupacional, nutricionista são fundamentais, podendo
representar graus variados de evolução, bem como melhor entendimento dos
transtornos autistas, melhoria nas relações interpessoais,
representando melhora na qualidade de vida tanto das pessoas acometidas,
como seus familiares e pessoas próximas.
Fonte: http://gustavofisio.blogspot.com.br/2011/05/autismo-transtorno-invasivo-do.htmlAUTISMO
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TGD / AUTISMO
O Autismo foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco
Leo Kanner, trabalhando no Johns Hopkins Hospital, em seu artigo
Autistic disturbance of affective contact, na revista "Nervous Child",
vol. 2, p. 217-250. No mesmo ano, o também austríaco Hans Asperger
descreveu, em sua tese de doutorado, a psicopatia autista da infância.
Embora ambos fossem austríacos, devido à II Guerra Mundial, não se
conheciam.
A palavra "autismo" foi cunhada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever um sintoma da esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade". Kanner e Asperger usaram a palavra para dar nome aos sintomas que observavam em seus pacientes.
O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando a médica inglesa Lorna Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí que um tipo de autismo de alto desempenho passou a ser denominado síndrome de Asperger.
Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa do autismo seria a indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira'". Nos anos 1970 essa teoria foi posta por terra e passou-se a pesquisar as causas do autismo. Hoje, acredita-se que o autismo esteja ligado a causas genéticas associadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, a contaminação por mercúrio tem sido apontada por militantes da causa do autismo como forte candidata, assim como problemas na gestação.
Veronica Bird
A palavra "autismo" foi cunhada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever um sintoma da esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade". Kanner e Asperger usaram a palavra para dar nome aos sintomas que observavam em seus pacientes.
O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando a médica inglesa Lorna Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí que um tipo de autismo de alto desempenho passou a ser denominado síndrome de Asperger.
Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa do autismo seria a indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira'". Nos anos 1970 essa teoria foi posta por terra e passou-se a pesquisar as causas do autismo. Hoje, acredita-se que o autismo esteja ligado a causas genéticas associadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, a contaminação por mercúrio tem sido apontada por militantes da causa do autismo como forte candidata, assim como problemas na gestação.
Veronica Bird
O VÍDEO ABAIXO É UM DOCUMENTÁRIO MUITO BOM SOBRE A SÍNDROME AUTÍSTICA.
Autismo - Os Diferentes tipos de Autismo
NOTÍCIAS E PESQUISAS
Estudo: autismo raro pode
ser tratado com suplementos alimentares
07 de setembro de 2012 • 15h14 • atualizado às 16h42
07 de setembro de 2012 • 15h14 • atualizado às 16h42
Um simples suplemento alimentar poderia ajudar a
tratar um tipo raro de autismo que está vinculado à epilepsia e, ao que tudo
indica, a uma deficiência de aminoácidos, segundo um estudo publicado na
revista Science esta semana. Cerca de 25% das pessoas que sofrem de
autismo são também epilépticos, ou seja, possuem um problema nas conexões
elétricas cerebrais caracterizado por convulsões cujas causas são em sua maior
parte desconhecidas.
Pesquisadores
americanos da Universidade da Califórnia em San Diego e de Yale (Connecticut,
nordeste dos Estados Unidos) foram capazes de isolar uma mutação genética em
alguns pacientes autistas epilépticos que acelera o metabolismo de certos
aminoácidos, o que gera uma carência. Esta descoberta poderia ajudar os médicos
a diagnosticar este tipo de autismo mais rapidamente, o que permitiria também
começar um tratamento mais cedo.
Segundo
os autores deste trabalho seria possível também tratar esta forma de autismo
com suplementos alimentares que contêm os chamados aminoácidos ramificados,
como mostram experimentos realizados com camundongos geneticamente modificados
para ter a mesma mutação genética. "Foi muito surpreendente encontrar
mutações genéticas que afetam o metabolismo e que são específicas do autismo e
podem ser potencialmente tratadas", afirmou o coautor do estúdio Joseph
Gleeson, professor de neurociência da Universidade da Califórnia, em San Diego.
"O
que é mais excitante é que o potencial tratamento é óbvio e simples: trata-se
de dar aos pacientes afetados os aminoácidos que faltam a seu organismo",
disse. O professor Gleeson e seus colegas sequenciaram uma parte do genoma de
crianças autistas em duas famílias que sofriam epilepsia e que contavam com a
mutação do gene que regula o metabolismo dos aminoácidos ramificados.
A equipe
de Gleeson realizou testes com suplementos alimentares comuns disponíveis em
herbários em camundongos modificados geneticamente. Os camundongos com a
mutação genética específica mostraram sintomas de autismo, incluindo ataques de
epilepsia, mas ao serem tratados com suplementos alimentares, a condição deles
melhorou.
"Estudar
os animais foi essencial para nossa descoberta", afirmou Gaia Novarino, do
laboratório Gleeson, e principal autor do estudo. "Uma vez que descobrimos
que podemos tratar a condição em camundongos, a questão era se funcionaria de
forma eficaz em nossos pacientes", disse. Os pesquisadores forneceram o
suplemento a pacientes humanos, mas ainda não há dados suficientes para
determinar se o tratamento serviu para melhorar os sintomas do autismo.
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NOVAS PESQUISAS
Gene de
epilepsia infantil pode provocar comportamentos autistas
22 de Agosto de 2012 • 15h52 • atualizado às 16h48
22 de Agosto de 2012 • 15h52 • atualizado às 16h48
A síndrome de Dravet, que tem incidência de um caso
para cada 20 mil nascimentos, começa com crise epiléptica ainda no primeiro ano
de vida e comportamentos autistas a partir do segundo ano
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Um gene,
conhecido por ser o causador de síndrome de Dravet, uma espécie de
epilepsia infantil, também poderia ser um dos responsáveis pela aparição de
comportamentos autistas. Isso é o que defende um estudo publicado pela
revista científica Nature.
A
pesquisa sugeriu que, ao contrário de outras formas de epilepsia, os sintomas
da síndrome de Dravet também incluem comportamentos autistas, como a hiperatividade,
dificuldade nas relações sociais e um desenvolvimento mais lento da linguagem e
das habilidades motoras.
Isto foi
interpretado como uma espécie de pista por uma equipe da Universidade de
Washington, liderada por William Catterall, que passou a investigar as causas
desta síndrome para saber se elas poderiam estar ligadas à aparição
de sintomas autistas.
No
estudo feito com cobaias, os cientistas descobriram que os roedores com
apenas uma cópia funcional do gene SCN1A, localizado no cromossomo 2 e um dos
nove responsáveis pelo funcionamento dos canais de sódio nos neurônios,
desenvolveram comportamentos autistas.
Desta
forma, confirmou-se que este gene também era o principal causador dos sintomas
mais graves da síndrome de Dravet e, por isso, puderam considerar
que deveria ser incluído entre as síndromes do espectro autista.
A partir
desta fase, os especialistas trataram os ratos com um remédio que atua sobre o
sistema nervoso central e que habitualmente é receitado para combater crises
epilépticas, e descobriram que os comportamentos sociais anormais e os déficits
cognitivos dos roedores desapareceram.
Segundo
Catterall, esta descoberta orientará novas estratégias terapêuticas contra
o autismo.
A
síndrome de Dravet, que tem incidência de um caso para cada 20 mil
nascimentos, começa com crise epiléptica ainda no primeiro ano de vida e
comportamentos autistas a partir do segundo ano. O tratamento tenta atenuar as
convulsões, mas não de reverter a doença.
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