sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Contribuições da Neurociência.

Neurociência: como ela ajuda a entender a aprendizagem

Conclusões da área sobre como o cérebro aprende trazem à tona questões tratadas por grandes teóricos da Psicologia, como Piaget, Vygotsky, Wallon e Ausubel. Saiba como elas podem enriquecer as discussões sobre o ensino

Fernanda Salla (novaescola@fvc.org.br)

Neurociência: como ela ajuda a entender a aprendizagem. Foto: André Spinola e Castro
A emoção interfere no processo de retenção de informação. É preciso motivação para aprender. A atenção é fundamental na aprendizagem. O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda a vida. A formação da memória é mais efetiva quando a nova informação é associada a um conhecimento prévio. Para você, essas afirmações podem não ser inovadoras, seja por causa da sua experiência em sala, seja por ter estudado Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygotsky (1896- 1934), Henri Wallon (1879-1962) e David Ausubel (1918-2008), a maioria da área da Psicologia cognitiva. A novidade é que as conclusões são fruto de investigações neurológicas recentes sobre o funcionamento cerebral.

"O que hoje a Neurociência defende sobre o processo de aprendizagem se assemelha ao que os teóricos mostravam por diferentes caminhos", diz a psicóloga Tania Beatriz Iwaszko Marques, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudiosa de Piaget. O avanço das metodologias de pesquisa e da tecnologia permitiu que novos estudos se tornassem possíveis. "Até o século passado, apenas se intuía como o cérebro funcionava. Ganhamos precisão", diz Lino de Macedo, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), também piagetiano. Mas é preciso refletir antes de levar as ideias neurocientíficas para a sala.

A Neurociência e a Psicologia Cognitiva se ocupam de entender a aprendizagem, mas têm diferentes focos. A primeira faz isso por meio de experimentos comportamentais e do uso de aparelhos como os de ressonância magnética e de tomografia, que permitem observar as alterações no cérebro durante o seu funcionamento. "A Psicologia, sem desconsiderar o papel do cérebro, foca os significados, se pautando em evidências indiretas para explicar como os indivíduos percebem, interpretam e utilizam o conhecimento adquirido", explica Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e especialista em aprendizagem significativa, campo de estudo de Ausubel.

As duas áreas permitem entender de forma abrangente o desenvolvimento da criança. "Ela é um ser em que esses fatores são indissociáveis. Por isso, não pode ser vista por um único viés", diz Claudia Lopes da Silva, psicóloga escolar da Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo e estudiosa de Vygotsky.

Sabemos, por exemplo, com base em evidências neurocientíficas, que há uma correlação entre um ambiente rico e o aumento das sinapses (conexões entre as células cerebrais). Mas quem define o que é um meio estimulante para cada tipo de aprendizado? Quais devem ser as intervenções para intensificar o efeito do meio? Como o aluno irá reagir? "A Neurociência não fornece estratégias de ensino. Isso é trabalho da Pedagogia, por meio das didáticas", diz Hamilton Haddad, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da USP. Como, então, o professor pode enriquecer o processo de ensino e aprendizagem usando as contribuições da Neurociência?

Para o educador português António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, responder à questão é o grande desafio do século 21. "A estrutura educacional de hoje foi criada no fim do século 19. É preciso fazer um esforço para trazer ao campo pedagógico as inovações e conclusões mais importantes dos últimos 20 anos na área da ciência e da sociedade", diz.

Ao professor, cabe se alimentar das informações que surgem, buscando fontes seguras, e não acreditar em fórmulas para a sala de aula criadas sem embasamento científico. "A Neurociência mostra que o desenvolvimento do cérebro decorre da integração entre o corpo e o meio social. O educador precisa potencializar essa interação por parte das crianças", afirma Laurinda Ramalho de Almeida, professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e especialista em Wallon.

Para tornar mais claro o diálogo entre Neurociência, Psicologia e Pedagogia, NOVA ESCOLA mostra cinco conclusões neurocientíficas ligadas à aprendizagem. Confira, nos comentários dos especialistas, o que grandes teóricos dizem a respeito desses temas e reflita sobre a relação deles com sua prática em sala.

RELAÇÃO DA ESTIMULAÇÃO COGNITIVA E O DESENVOLVIMENTO.


MUITO INTERESSANTE NÃO DEIXEM DE LER.



















O ato da obediência.

6 dicas para que o seu aluno(a) o obedeça

Alguma vez já se perguntou por que diz algo que parece ser muito claro e directo para os seus alunos, mas eles simplesmente não parecem ouvir ou fazer o que você pediu? Já lhe aconteceu estar a repetir o mesmo pedido sem obter grandes resultados com isso? Ao solicitar algo a eles parece que só fazem algumas coisas ou pouco fazem, o que nos faz pensar,..”quanto menos disser melhor”!!!!

 

Quanto mais palavras você usa, menor é o impacto que o seu pedido tem no receptor. Aqui está um exemplo da construção de uma frase para se certificar que cada palavra que você diz conta para que as pequenas mudanças na sua comunicação possam ter um grande impacto sobre a resposta que obtém. 

1. Certifique-se que está a fazer um pedido positivo. Por exemplo,..”Não faça isso” apenas está a dizer o que ele não deve fazer, ao invés de dizer o que ele deve fazer. Assim, em vez de dizer “Não te sentes na mesa” diga “Senta-te na cadeira”. 
2. Adicione um pouco mais de peso ao pedido acrescentando “apenas” e usando o nome do aluno em primeiro lugar. “João”,..espere até que o aluno repare que é para si, “apenas sente-se na cadeira”. 
3. Coloque o “por favor” no final da frase e não no início. Isso irá garantir que permanece educado sem estar a implorar. “João”,.. aguarde um pouco, “apenas sente-se na cadeira, por favor”.

 

4. Imediatamente adicione “obrigado” ao seu pedido pois isso pressupõe que o aluno já tenha cumprido com o seu pedido. “João”,..aguarde um pouco, “apenas sente-se na cadeira, por favor. Muito obrigado”.
5. Use uma inflexão para baixo no “por favor” e “obrigado”. Isso transforma o seu pedido em um comando educado e indica que o assunto não está aberto a discussão.
6. Evite quaisquer preâmbulos ou explicações. Tendo em conta que o seu pedido é razoável, a maioria dos alunos já sabem o que devem fazer. Se você for questionada porquê, então, ofereça uma explicação simples e directa, como “porque as cadeiras são para rabos e carteiras são para livros”. 
Eu sei que parece demasiado simples para ser verdade mas sugiro que coloque em prática e partilhe comigo as suas experiências de sucesso.


Sugestões de Melhoria: - Livro Nascido para Triunfar
Pensamento sempre Positivo!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Salas de Recursos Multifuncionais

Implantação das 

Salas de Recursos Multifuncionais

“Os estudantes público alvo da educação especial devem ser matriculados nas classes comuns, em uma das etapas, níveis ou modalidade da educação básica, sendo o atendimento educacional especializado – AEE ofertado no turno oposto ao do ensino regular. As salas de recursos multifuncionais cumprem o propósito da organização de espaços, na própria escola comum, dotados de equipamentos, recursos de acessibilidade e materiais pedagógicos que auxiliam na promoção da escolarização, eliminando barreiras que impedem a plena participação dos estudantes público alvo da educação especial, com autonomia e independência, no ambiente educacional e social.”

As salas de Recursos Multifuncionais são espaços físicos localizados nas escolas públicas onde se realiza o Atendimento Educacional Especializado – AEE.
As SRMF possuem mobiliário, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos para o atendimento dos alunos que são público alvo da Educação Especial e que necessitam do AEE no contra turno escolar.
A organização e a administração deste espaço são de responsabilidade da gestão escolar e o professor que atua neste serviço educacional deve ter formação para o exercício do magistério de nível básico e conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em cursos de aperfeiçoamento e de especialização.


Sala de Recursos Multifuncionais – Equipamentos e materiais pedagógicos

Mesa Educacional Alfabeto


 


 
materiais industrializados









 materiais concretos alternativos
 
Critérios para a Implantação das Salas 
de Recursos Multifuncionais
Aos gestores dos sistemas de ensino cabe definir quanto à implantação das salas de recursos multifuncionais, o planejamento da oferta do AEE e a indicação das escolas a serem contempladas, conforme as demandas da rede, atendendo os seguintes critérios do Programa:
• A secretaria de educação a qual se vincula a escola deve ter elaborado o Plano de Ações Articuladas – PAR, registrando as demandas do sistema de ensino com base no diagnóstico da realidade educacional;
• A escola indicada deve ser da rede pública de ensino regular, conforme registro no Censo Escolar MEC/INEP (escola comum);
• A escola de ensino regular deve ter matrícula de aluno(s) público alvo da educação especial em classe comum, registrado(s) no Censo Escolar/INEP, para a implantação da sala Tipo I;
• A escola de ensino regular deve ter matrícula de aluno(s) cego(s) em classe comum, registrado(s) no Censo Escolar/INEP, para a implantação da sala de Tipo II;
• A escola deve ter disponibilidade de espaço físico para o funcionamento da sala e professor para atuação no AEE.

 Adesão, Cadastro e Indicação das Escolas

A Secretaria de Educação efetua a adesão, o cadastro e a indicação das escolas contempladas por meio do Programa no Sistema de Gestão Tecnológica do Ministério da Educação – SIGETEC, endereço http://sip.proinfo.mec.gov.br. Esse registro é feito conforme Manual Passo a Passo das Salas de Recursos Multifuncionais (Anexo II).
No ato de solicitação das salas, as secretarias de educação assumem o compromisso com os objetivos do Programa e realizam no SIGETEC os seguintes passos:
• Adesão e cadastro do gestor do Município (Prefeito), Estado ou Distrito Federal (Secretário de Educação);
• Indicação das escolas conforme os critérios do Programa;
• Confirmação de espaço físico para a sala;
• Confirmação de professor para atuar no AEE;

Após a confirmação da indicação da escola e da disponibilização das salas pelo Programa, as 
secretarias de educação devem:

• Informar às escolas sobre sua indicação;
• Monitorar a entrega e instalação dos recursos nas escolas;
• Orientar quanto à institucionalização da oferta do AEE no PPP;
• Acompanhar o funcionamento da sala conforme os objetivos;
• Validar as informações de matrícula no Censo Escolar INEP/MEC;
• Promover a assistência técnica, a manutenção e a segurança dos recursos;
• Apoiar a participação dos professores nos cursos de formação para o AEE;
• Assinar e retornar ao MEC/SEESP o Contrato de Doação dos recursos.

Composição das Salas de Recursos Multifuncionais

O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais disponibiliza equipamentos, mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos para a organização das salas e a oferta do atendimento educacional especializado – AEE.
As salas tipo I e de tipo II, conforme especificações técnicas dos itens (Anexos III, IV, V, VI), organizam-se conforme abaixo:
Especificação dos itens da Sala Tipo I:
Equipamentos
Materiais Didático/Pedagógico

02 Microcomputadores
01 Material Dourado
01 Laptop
01 Esquema Corporal
01 Estabilizador
01 Bandinha Rítmica
01 Scanner
01 Memória de Numerais l
01 Impressora laser
01Tapete Alfabético Encaixado
01 Teclado com colméia
01Software Comunicação Alternativa
01 Acionador de pressão
01 Sacolão Criativo Monta Tudo
01 Mouse com entrada para acionador
01 Quebra Cabeças – seqüência lógica
01 Lupa eletrônica
01 Dominó de Associação de Idéias.

Mobiliários
01 Dominó de Frases
01 Mesa redonda
01 Dominó de Animais em Libras
04 Cadeiras
01 Dominó de Frutas em Libras
01 Mesa para impressora
01 Dominó tátil
01 Armário
01 Alfabeto Braille
01 Quadro branco
01 Kit de lupas manuais
02 Mesas para computador
01 Plano inclinado – suporte para leitura
02 Cadeiras
01 Memória Tátil

Especificação dos itens da Sala Tipo II: A sala de tipo II contém todos os recursos da sala tipo I, adicionados os recursos de acessibilidade para alunos com deficiência visual, conforme abaixo: Equipamentos e Matérias Didático/Pedagógico
01 Impressora Braille – pequeno porte
01 Máquina de datilografia Braille
01 Reglete de Mesa
01 Punção
01 Soroban
01 Guia de Assinatura
01 Kit de Desenho Geométrico
01 Calculadora Sonora

Composição das Salas de Recursos Multifuncionais – 2011/2012

Equipamentos
2 Computadores
2 Estabilizadores
1 Impressora multifuncional
1 Roteador Wireless
1 Mouse com entrada para acionador
1 Acionador de pressão
1 Teclado com colméia
1 Lupa eletrônica
1 Notebook

Mobiliários
1 Mesa redonda
4 cadeiras para mesa redonda
2 Mesas para computador
2 Cadeiras giratórias
1 Mesa para impressora
1 Armário
1 Quadro branco

Materiais Didáticos Pedagógicos
1 Software para comunicação aumentativa e alternativa
1 Esquema corporal
1 Sacolão criativo
1 Quebra cabeças superpostos – sequência lógica
1 Bandinha rítmica
1 Material dourado
1 Tapete alfabético encaixado
1 Dominó de associação de ideias
1 Memória de numerais
1 Alfabeto móvel e sílabas
1 Caixa tátil
1 Kit de lupas manuais
1 Alfabeto Braille
1 Dominó tátil
1 Memória tátil
1 Plano inclinado – Suporte para livro

Em 2011, os quites de Atualização foram compostos por recursos de tecnologia assistiva, destinados ao atendimento educacional especializado de estudantes com deficiência visual, conforme abaixo apresentados:
Equipamentos e Materiais Didáticos Pedagógicos
1 Impressora Braille – pequeno porte
1 Scanner com voz
1 Máquina de escrever em Braille
1 Globo terrestre tátil
1 Calculadora sonora
1 Kit de desenho geométrico
2 Regletes de mesa
4 Punções
2 Soroban
2 Guias de Assinatura
1 Caixinha de números
2 Bolas com guizo

Composição dos quites de Atualização – 2012/2013
Os quites de Atualização das salas de recursos multifuncionais, em 2012/2013, são constituídos pelos seguintes itens:
Equipamentos e Materiais Didáticos Pedagógicos
2 Notebooks
1 Impressora multifuncional
1 Material dourado
1 Alfabeto móvel e sílabas
1 Caixa tátil
1 Dominó tátil
1 Memória Tátil
1 Alfabeto Braille
1 Caixinha de números
2 Bolas com guizo
1 Bola de futebol com guizo
1 Lupa eletrônica
1 Scanner com voz
1 Máquina de escrever em Braille
1 Mouse estático de esfera
1 Teclado expandido com colmeia

Outras informações sobre o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais 
 poderão ser obtidas pelo e-mail seesp@mec.gov.br , ou nos manuais de Orientações para Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais
Lembre-se de fazer constar na solicitação as seguintes informações:
• Assunto: Sala de Recursos Multifuncionais
• Dados: Denominação da escola ou secretaria solicitante; endereço; telefone; e-mail.
• Identificação: Nome completo do gestor ou professor responsável pelo contato.
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17430&Itemid=817